São Joaquim News: Bancários do setor privado decidem encerrar greve em quase todo o País. BNB, Caixa e Banco do Brasil continuam paralisados e em negociação

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Bancários do setor privado decidem encerrar greve em quase todo o País. BNB, Caixa e Banco do Brasil continuam paralisados e em negociação

A greve dos bancários acabou nos bancos privados de quase todo o Brasil, que reabrem hoje após 21 dias de greve. A paralisação continua no Banco do Nordeste (BNB), Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil que seguem em negociação com os grevistas. Em assembleia, a maioria dos bancários aprovou o reajuste salarial de 10% para os salários - o que inclui 0,11% de aumento real (acima da inflação) e correção de 14% nos vales refeição e alimentação.

Além disso, os banqueiros aceitaram abonar cerca de 70% dos dias parados. O restante, segundo informa o diretor executivo da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, será compensado na proporção de uma hora a mais, no expediente interno, até o dia 15 de dezembro. Para o público, o funcionamento continua o mesmo.

A proposta aprovada ontem foi a quarta oferecida pelos bancos em quase um mês de negociação. Inicialmente a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu 5,5% de reajuste e nas duas últimas semanas aumentou aos poucos o índice de correção dos salários até chegar em 10%.


Os bancários pediam em sua pauta de reivindicações 16% de reajuste - o índice incluía 5,7% de aumento acima da inflação medida pelo INPC acumulado nos últimos 12 meses. Com o reajuste aprovado, a categoria acumula ganho real de 20,83% nos salários e 42,3% nos pisos salariais.

Em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR) a regra prevê que será de 90% do salário mais valor fixo de R$ 2.021,79. O valor fixo de 2014 (R$ 1.838) também será reajustado em 10%. A regra determina ainda que devem ser distribuídos no mínimo 5% do lucro líquido. Caso isso não ocorra, os valores de PLR devem ser aumentados até chegar a 2,2 salários.

No País são 512 mil bancários, sendo 142 mil representados pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. (colaborou Lucas Mota, com Folhapress)

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