São Joaquim News: Calor Em São Joaquim Distrito De Umirim Preservou Corpo De Mulher Que Estava Intacto Após 1 Ano Enterrado

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Calor Em São Joaquim Distrito De Umirim Preservou Corpo De Mulher Que Estava Intacto Após 1 Ano Enterrado

corpo da mulher encontrado intacto em São Joaquim distrito de  Umirim, interior do Ceará, mesmo após cerca de um ano enterrado, foi preservado devido à alta temperatura no município, localizado a 110 quilômetros de Fortaleza.
De acordo com o médico legista Francisco Simão, diretor do Serviço de Verificação de Óbitos, em ambientes de temperaturas elevadas, o processo de desidratação é forte. Em Umirim, a temperatura média é de 35ºC. Em uma urna funerária, a temperatura sobe para 60ºC. “A pele e a gordura se unem, se fundem, e se depositam sobre os ossos, como se fosse uma plastificação”, explica.
A conservação do corpo chamou a atenção de moradores da cidade. A mulher, de 53 anos, estava internada em Hospital de Itapipoca, dias antes de falecer. A pulseira da unidade de saúde foi preservada.
Segundo Simão, a ingestão de antibióticos antes da morte também retarda a decomposição. “Uma pessoa tem trilhões de bactérias. Quando falta oxigênio, elas se tornam cada vez mais poderosas e fazem o processo de destruição do corpo. Mas existem os fatores externos: por exemplo, uma pessoa que tomou grande quantidade de antibióticos destrói grande parte das bactérias que seriam responsáveis pela decomposição do corpo”.
Em 21 de outubro deste ano, completam-se 11 meses da morte da mulher. Ela teria sido retirada do túmulo para exumação dos restos mortais. O corpo da senhora teria ficado exposto no cemitério, atraindo curiosos ao local que, inclusive, registraram o fato em vídeos e em fotografias. 
Para o médico legista, o caso foi um verdadeiro crime, já que o cadáver deve ser preservado. Conforme disse, só existem duas situações em que o túmulo pode ser aberto: com determinação judicial, para que peritos examinem o corpo, ou quando são completados, pelo menos, quatro anos do óbito (para a exumação).
Foi errado retirar o corpo, foi errado o manuseio que foi feito. Uma ação como essa é crime. Foi um equívoco mandar fazer um trabalho em uma urna funerária que está há pouco tempo ali, um ano é pouco tempo dentro desse contexto”.
Sem mistério
Ele reafirma ainda que não há mistério no caso, não estando fora dos parâmetros normais. “É algo claro, não dá nenhuma contestação. Não tem nada anormal. As pessoas só precisam ter respeito e preservar o falecido”, conclui.
Fonte: Tribuna do Ceará

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