São Joaquim News: Caixa voltará a financiar até 80% do imóvel usado

quarta-feira, 9 de março de 2016

Caixa voltará a financiar até 80% do imóvel usado

A Caixa também anunciou que voltará a financiar o segundo imóvel, além da destinação de mais recursos para a linha Pró-Cotista
A Caixa Econômica Federal voltou atrás e elevou o teto de financiamento para imóveis usados, que passou para 70% ou 80% do valor da unidade. O percentual mais alto - de 80% - está disponível apenas para funcionários públicos. Esse limite havia sido reduzido de 80% para 50% no ano passado. O banco também voltará a financiar o segundo imóvel, mercado do qual tinha saído em 2015. As medidas, anunciadas ontem, entrarão em vigor no próximo dia 24.


Além das novas regras, a Caixa comunicou que serão disponibilizados R$ 7 bilhões do total de R$ 9,5 bilhões pelo Conselho Curador do FGTS para a linha de crédito Pró-Cotista, direcionada ao financiamento residencial em áreas urbanas, exclusiva para quem tem conta ativa no FGTS. As taxas de juros vão variar de 7,85 a 8,85% ao ano, no caso dos imóveis de até R$ 750 mil. Os recursos estarão disponíveis a partir da segunda quinzena deste mês.

Também foi aprovado o aporte R$ 3 bilhões pelo Conselho Curador para Operações Especiais, dos quais R$ 2,4 bilhões serão destinados ao financiamento de produção de imóveis de valor até R$ 500 mil pelo setor da construção civil.
A presidente da Caixa, Miriam Belchior esclareceu que o financiamento do segundo imóvel terá as mesmas condições do primeiro. Ela avalia, ainda, que o aumento da parcela de financiamento de usados induz o mercado de imóveis novos na classe média e alta. Isso porque o dinheiro da venda do usado normalmente é utilizado para a entrada no financiamento de um imóvel novo. “Isso cria uma folga para negociar a venda do primeiro imóvel”.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Ceará (Sinduscon-CE), André Montenegro, as medidas ajudam, mas são insuficientes para retomar o ritmo de atividade e reduzir o estoque. Ele diz que mudança mais efetiva seria aumentar o limite de financiamento de imóvel novo, que está em 80% e poderia voltar a ser de 90%, 100% como há menos de dois anos. “Surtiria mais efeito”.
O presidente da Cooperativa da Construção da Construção Civil (Coopercon-CE), João Carlos Lima, questiona se os financiamentos serão acessíveis. Lembra que existem muitas restrições bancárias que acabam impedindo a aplicação das medidas. Ele também afirma que o empresário está cauteloso. “Toda a classe empresarial está receosa de investir nas condições políticas atuais. Não se sabe o que vai ocorrer daqui a um mês e isso deixa tudo parado”. (com agências)

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